Quando a FINE deixa de ser um PDF e passa a ser uma ferramenta
O que acontece quando os dados da FINE deixam de estar presos num documento e passam a alimentar simuladores e decisões reais.
Durante anos tratámos a FINE como o fim do processo.
Um PDF para ler, comparar, explicar, arquivar, e seguir em frente. Mas a FINE nunca devia ser o fim. Devia ser o ponto de partida. Quando os dados da FINE deixam de estar presos num PDF e passam a estar estruturados, algo muda de forma muito simples: de repente, é possível simular, testar cenários e perceber impactos reais.
Neste post quero explicar o que isso significa e o que criámos para ajudar a tornar isto possível.
Uma FINE não é só um documento#
Uma FINE contém quase tudo o que interessa numa decisão de crédito:
- valores
- prazos
- custos
- produtos associados
- condições
- regras
O problema nunca foi falta de informação. O problema é que essa informação vem toda misturada, em texto corrido, tabelas diferentes e notas difíceis de interpretar.
Quando a FineMind lê a FINE, faz o mesmo que um humano faria — mas sem se cansar, sem fazer erros e sem perder tempo:
- percebe o que é taxa
- o que é custo
- o que é condição
- o que influencia a prestação
- o que influencia o custo total
A partir daí, a FINE deixa de ser um PDF, passa a ser uma estrutura de dados que pode ser utilizada para criar ferramentas. E é isso que desbloqueia as ferramentas todas que conseguimos criar.
Simuladores com contexto real#
Com os dados estruturados, é possível criar um simulador com contexto real e preciso para o cliente. Agora podemos ter uma conversa informada e baseada em factos, sem perder tempo a explicar o que é cada coisa.
Todos os dados que temos agora estao
Simulador de Crédito Habitação#
Com os dados extraídos da FINE, podemos rapidamente criar um simulador onde o cliente pode alterar os dados e ver o impacto imediatamente.
É possível, por exemplo:
- alterar o prazo do empréstimo
- ver o impacto na prestação
- perceber o efeito no custo total
- comparar cenários lado a lado
Isto permite responder a perguntas muito simples, mas muito importantes:
“E se eu aumentar o prazo?”
“E se este banco baixar um pouco o spread?”
Em vez de respostas vagas, o cliente vê números claros.
E o intermediário passa a aconselhar com base em factos.
Mas note-se que o simulador é apenas uma ferramenta. Não é a decisão final. É apenas uma ferramenta para ajudar a tomar uma decisão informada.
Simulador de Seguro de Vida#
O seguro de vida é um dos pontos onde mais dinheiro se perde sem perceber.
Muitas vezes vem associado ao banco.
Outras vezes pode ser renegociado.
Mas o impacto real raramente é claro.
Com os dados da FINE estruturados, o simulador permite:
- perceber quanto o seguro pesa no custo mensal
- comparar alternativas fora do banco
- simular mudanças
- ver o impacto ao longo dos anos
Deixa de ser uma decisão “por feeling”.
Passa a ser uma decisão informada.
Simulador de MTIC#
A maior parte das pessoas olha para a prestação.
Poucas olham para o MTIC.
E, no entanto, é o MTIC que responde à pergunta mais honesta:
“Quanto é que esta casa me vai custar no total?”
Quando os dados estão bem estruturados, é possível:
- ver o impacto de cada produto no MTIC
- perceber quanto custa cada decisão ao longo do tempo
- comparar propostas de forma justa
- explicar ao cliente onde está o verdadeiro custo
Aqui deixam de existir surpresas escondidas.
O que muda para quem compra casa#
Para quem está a comprar casa, estas ferramentas trazem algo simples, mas raro:
- clareza
- controlo
- previsibilidade
As decisões deixam de ser tomadas “às cegas”.
E a ansiedade baixa quando os números fazem sentido.
O que muda para o intermediário#
Para o intermediário, o impacto é ainda mais claro:
- menos trabalho manual
- menos Excel
- menos explicações repetidas
- mais tempo para aconselhar
- mais confiança na recomendação
O intermediário deixa de ser um tradutor de PDFs
e volta a ser aquilo que sempre foi: um conselheiro.
Tudo isto só é possível por uma razão#
Nada disto funciona sem um passo anterior: ler bem a FINE e estruturar os dados corretamente.
As ferramentas não são mágicas. São consequência direta de bons dados.
Durante demasiado tempo aceitámos que a FINE era apenas um documento.
Não é. É a chave para melhores decisões.
Quando os dados são claros, surgem ferramentas melhores. Quando surgem ferramentas melhores, surgem decisões melhores.
A FineMind existe para isso. Para transformar documentos em decisões. E decisões em tranquilidade.
Sem atalhos.
Sem buzzwords.
Só tecnologia a trabalhar para as pessoas.